Ame os bugs, mas não crie-os

Um fato muito conhecido é de que os bugs geram grandes prejuízos. Um bug certamente impede algum processo de seguir seu curso natural, assim como impede que o usuário final realize suas atividades conforme seus superiores esperam. É uma espiral do mal, uma reação em cadeia indesejada.

Por maior que seja o esforço em conter os bugs, é realmente impossível impedir que eles cheguem onde não deveriam chegar: No usuário final do software que desenvolvemos.

Desde que comecei como programador, eu sempre fui muito empenhado em entregar um bom código, um bom software. Eu sempre gosto de imaginar o software que eu entrego como algo robusto, sólido e funcional. Mas nem essa minha preocupação em entregar software de qualidade me impediu de falhar. E acredite, eu já cometi cerca de três bugs realmente graves, que tiveram um impacto negativo muito grande. Em todos os casos, assumi prontamente o erro e busquei resolver o mais rápido possível.

A sua relação com os bugs, na minha opinião deve ser duas, são elas:

  1. Sempre sempre e sempre que você gerar um bug e você ficar sabendo que você é a causa do bug, assuma imediatamente a autoria e se ofereça para resolvê-lo. Isso não só vai mudar a sua postura perante situações adversas, como vai trazer mais confiança para seus colegas e superiores de que você está realmente comprometido com a qualidade do que você entrega.
  2. Os bugs são um grande aprendizado, se você está no começo da sua carreira, você deve querer, e muito, resolver o máximo de bugs possível, sempre que possível.

Falando um pouco mais sobre resolver o máximo de bugs possível, eu lhe garanto que você irá aprender muito, muito mesmo do código com o qual está se familiarizando. Os bugs acontecem por toda parte do sistema, e não se engane, a maioria dos bugs tem uma boa idade de vida, apenas estavam aguardando uma oportunidade, um cenário distinto pra aparecer.

Quando você resolve inúmeros bugs, velhos e novos, você mantém um contato mais íntimo com várias partes do sistema, você acaba conhecendo as entranhas do código, os modos de funcionamento de diversos módulos e as formas e padrões de escrita do código que outros programadores confeccionaram no passado. Isso lhe trará, sem dúvida alguma, grandes conhecimentos e uma “geo localização” muito boa.

Minha sugestão final quanto aos bugs é de que você deve evitar ao máximo criá-los e sempre busque resolvê-los.

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