Meu primeiro executável (.exe) com o querido Delphi

A ferramenta que você usa nem sempre determina o resultado final.

Você já ouviu falar em Delphi? Delphi, pra quem não conhece, é uma ferramenta para escrita/compilação de código em Pascal, muito utilizado mundo a fora. Você muito provavelmente já utilizou algum aplicativo ou sistema feito em Delphi, principalmente se você já operou algum sistema empresarial (muitos deles são feitos em Delphi).

Até onde eu sei, tem muito programador por ai que hoje programa em Java ou .NET que não tem coragem de dizer que já programou no Delphi, como se fosse algo ruim. Eu sinceramente não sei o porque do preconceito! Delphi sempre foi uma ferramenta poderosa, contando com inúmeros componentes você pode construir qualquer aplicativo com qualquer finalidade, sério, é mais completo que um canivete Suíço!

Lembro-me que eu era uma pessoa feliz com o Access, mesmo com as limitações, pra mim era algo totalmente novo e cheio de descobertas! Porém, eu queria mais, muito mais! Eu queria sentir o prazer de criar um arquivo “.EXE”, e o Access não me proporcionava isso. Durante um tempo eu ainda fazia alguns “programas” em Access, coisas bem básicas, não passando de meros cadastros. Certo dia, meu novo chefe (dono do provedor de internet/manutenção de computadores) me falou sobre algo chamado Delphi, fiquei curioso e fui atrás pra ver do que se tratava.

Com uma rápida pesquisa na internet e alguns fóruns, conheci o Delphi 7, baixei uma versão pirata mesmo (que vergonha!!!) e instalei. Bom, era hora de dar uma olhada como funcionava essa ferramenta, lembro que minhas primeiras impressões foram “uau” e “estou perdido”, sério, era muita coisa pra um momento só! Comecei a imediatamente mexer em tudo, passava o mouse sobre os componentes para saber do que se tratava. O melhor daquele momento de desbravamento foi ter compilado um executável com um formulário em branco, sem nada. Quando isso aconteceu, eu fiquei muito, muito entusiasmado, eu estava nas nuvens!

O meu amor pela programação e desenvolvimento ficaram muito mais fortes depois deste momento. Porém, agora, eu tinha um novo desafio, que era aprender Pascal (a linguagem que o Delphi utiliza). No primeiro momento, pra mim, parecia Latim ou qualquer linguagem muito estranha, mas tudo bem, eu só teria que ler inúmeros artigos e tutoriais para aprender aquilo para então, poder fazer tudo o que eu quisesse! E não faltava energia para aprender, com o entusiasmo e determinação que eu tinha, não havia barreira, não havia falta de tempo, não haviam desculpas!

Então pronto, depois de vários artigos e tutoriais lidos e vários protótipos e aplicações de teste nos mais diversos cenários, eu precisava de um objetivo maior, eu queria construir algum sistema, algum aplicativo que fosse útil, e é aí que nasceu o Megaprov! Sim, eu estava determinado a fazer um sistema para gerenciamento de provedores, já que, eu trabalhava em um provedor. Atualmente não há mais resquícios deste sistema na internet, pois, abandonei o projeto há muito tempo.

Esse projeto me fez conhecer mais profundamente a ferramente de desenvolvimento que eu estava utilizando (Delphi), já que eu estava ávido à fazer coisas diferentes, como por exemplo, conectar via Telnet no Mikrotik, onde eu enviava comandos e recebia respostas que eu devia interpretar. Era fantástico! Eu aprende algumas coisas também sobre banco de dados, já que eu utilizava o Firebird, mas eu não havia me aprofundado nisso. Aprendi também sobre iteração com clientes, já que haviam alguns provedores pelo Brasil que estava testando o sistema (na época não havia nenhum sistema para este fim). Talvez se eu tivesse prosseguido com esse sistema, eu seria dono de alguma software house. Não há como saber 🙂

Eu só tenho boas lembranças da época em que eu utilizava o Delphi, onde eu sempre consegui fazer o que eu queria sem muitos rodeios devido à flexibilidade e uma gama de componentes que ele possui. Atualmente o Delphi é bem maior, mais robusto e mais adepto à Web e Aplicativos e Linux. E com certeza absoluta, Delphi ainda é muito, muito usado, devido ao seu poder e flexibilidade que permite construir ferramentas de forma muito rápida e sem dependências de “runtimers”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.